Tecnologia da Informação cc

Autor
Afiliação

Roney Fraga Souza

Universidade Federal de Mato Grosso

Data de Publicação

2026-03-21


Varian (2012) Capítulo 35 - Tecnologia da Informação

Shapiro e Varian (1999) - A Economia da Informação

Nelson e Winter (2005) - Uma teoria evolucionária da mundança econômica

Hidalgo (2015) - Why information grows


Dathein (2015), bases da microeconomia shumpeteriana.

A visão teórica de Schumpeter diverge de maneira fundamental da concepção neoclássica, em sua época, com seu foco na dinâmica endógena ao sistema econômico e no poder de mercado como meta e fonte das ações empresariais.

o fator determinante do desenvolvimento (ou o que “dirige o crescimento”) não seria a acumulação de capital ou a “mecanização” (como aparece nas teorias clássica, marxista, neoclássica e keynesiana), mas as inovações, como um processo que provoca mudança qualitativa na economia.

microfundamentos das inovações (uma microeconomia evolucionária), com pressupostos de incerteza e de diferenciação da importância dessas inovações (incrementais ou radicais)

Nelson e Winter (1982, p. 303 e 396) afirmam que a teoria neoclássica é inadequada para a análise da mudança técnica e não fornece meios de conciliar as abordagens de crescimento com o nível microeconômico.

O crescimento confere vantagens às firmas, o que facilita seu desempenho futuro (quanto maior seu tamanho, maior sua capacidade de apropriação dos retornos positivos de seus investimentos em P&D)

existem vantagens do pioneirismo

Esse processo tende a gerar concentração. No entanto, as inovações tendem a gerar monopólios apenas temporários, pois estes, ao produzirem maiores lucros, provocam um efeito de imitação e de difusão, o que tende a eliminar o lucro extraordinário com o aumento da concorrência.


Hidalgo (2015)


Nelson e Winter (2005)

Ver aula 2 de Economia e Tecnologia.


Monografia Externalidades de Redes

Monografia Ana Carolina Godoy Rocha - 2022


Varian (2012)

Varian (2012) apresenta uma formalização para exemplificar como a microeconomia tradicional pode ser eficiente para entender e modelar os novos desafios.

35.1 Concorrência de sistemas

A tecnologia da informação frequentemente assume a forma de sistemas. Tais sistemas envolvem vários componentes, muitas vezes fornecidos por empresas diferentes, que somente têm valor se funcionarem em conjunto.

Hardware e software, servidores de web e browsers são exemplos. Esses componentes são complementares na geração de valor para o usuário final.

35.2 O problema dos complementos

Modelo de Cournot, Capítulo 27, Varian (2012).

O preço sistema total é \(p_1 + p_2 = \frac{2a}{3b}\)

O preços que a empresa integrada fixará para o sistema é: \(p = \frac{a}{2b}\)

Observe o seguinte fato interessante: o preço maximizador de lucros fixado pela empresa integrada é menor do que aquele determinado pelas duas empresas independentes. Como o preço do sistema é menor, os consumidores comprarão maior quantidade de sistemas e ficarão em melhor situação. Além disso, o lucro da empresa integrada será maior do que a soma dos lucros de equilíbrio das duas empresas independentes. Todos fi caram em melhor situação com a coordenação da determinação de preços!

Isso é válido de modo geral; uma fusão de dois monopólios que produzem bens complementares resulta em preços menores e lucros mais altos do que se as duas empresas fixassem seus preços de modo independente.

35.3 Aprisionamento

Dado que os componentes da TI funcionam muitas vezes em conjunto como sistemas, a mudança de qualquer componente pode envolver a mudança em outros componentes. Isso significa que os custos de migração associados a um componente, nas atividades de TI, podem ser substanciais.

Quando os custos de migração são muito altos, os usuários podem se sentir aprisionados em uma situação em que os custos da mudança para um novo sistema é tão elevado que a mudança pode se tornar inconcebível.

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Um modelo de concorrência com custos de migração

supondo um mercado concorrencial
c = custo de prestar serviços à internet para um cliente seja de c ao mês
p = c preço de prestação dos serviços de internet
s = custo para trocar de provedor de internet
d = desconto para trocar de provedor de internet, apenas no primeiro mês

quando um cliente tenta trocar de provedor ele tem que lidar com: p - d = preço com desconto para trocar de provedor
s custo de migração

r = taxa mensal de juros

provedores com rendimentos via publicidade

a = receita gerada pela publicidade

35.4 Externalidades de rede

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35.5 Mercados com externalidades de rede

mercado com 1000 pessoas
v = 1,…,1000 sendo v o preço reserva
p = preço do bem o preço do bem que acha que o bem vale pelo menos p será de 1000-p
se o preço for 200 haverá 800 pessoas dispostas a pagar pelo menos 200 pelo bem, de modo que o número de unidades vendidas seria 800.

$$ p = v^hat n

n = 1000 - v^hat

p = n(1000-n)

50(1000-50) => 47500

950(1000-950) => 47500

500(1000-500) => 250000 $$

se existem poucas pessoas na rede a propensão marginal a pagar é baixa, pq não existem pessoas para se conectar
se houver muitas pessoas, a propensão marginal a pagar da pessoa marginal também é baixa, pq todos os que valorizavam mais a conexão já se conectaram.

35.6 A dinâmica do mercado

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35.7 Implicações das externalidades de rede

exemplo da estratégia do Evernote para obter clientes

35.8 Mercados bilaterais

Um modelo de mercado bilateral

35.9 Gestão de direitos

35.10 O compartilhamento da propriedade intelectual

Referências