Tip 24.1: Baidya, Aiube e Mendes (2014) Capítulo 9 Exemplo 9.1 - Equilíbrio Parcial
Considere que a oferta anual de soja pelo Brasil no mercado internacional é dada por \(Q=\frac{P}{2} - 5\), onde \(5 ≤ Q ≤ 100\) e \(Q\) é empresso em MMtoneladas (milhões de toneladas) e \(p\) é o preço em $/tonelada. A demanda de soja pela mercado norte-americano é dada por \(P=180-1.8Q\). Encontre a quantidade de soja que será exportada e o preço da tonelada.
Desenvolvimento Teórico
Conceitos Fundamentais
Equilíbrio de mercado ocorre quando a quantidade ofertada iguala-se à quantidade demandada a um determinado preço. Matematicamente:
\[Q_o(P) = Q_d(P)\]
Onde:
\(Q_o(P)\) é a função de oferta
\(Q_d(P)\) é a função de demanda
\(P\) é o preço de equilíbrio
Funções do Problema
Oferta do Brasil:\(Q = \frac{P}{2} - 5\)
Esta é uma função de oferta linear onde:
O intercepto vertical (preço mínimo) ocorre quando \(Q = 0\): \(P = 10\)
A inclinação indica que a cada aumento de \(2\) no preço, a quantidade ofertada aumenta em \(1\) unidade
Demanda dos EUA:\(P = 180 - 1.8Q\)
Esta é uma função de demanda linear onde:
O preço máximo (intercepto vertical) é \(P = 180\) quando \(Q = 0\)
A inclinação negativa indica que a cada aumento de \(1\) unidade na quantidade, o preço diminui \(1.8\)
Preço de equilíbrio:\(P^* = \$99.47\) por tonelada
Quantidade de equilíbrio:\(Q^* = 44.735\) milhões de toneladas
Verificação de restrições:\(5 ≤ Q^* ≤ 100\) ✓
O preço de equilíbrio está acima do preço mínimo de oferta (\(\$10\)), garantindo que os produtores brasileiros tenham incentivo para ofertar soja no mercado internacional.
Exemplos Numéricos
Análise de Sensibilidade
Vamos analisar o comportamento das funções em diferentes pontos:
Preço (\(P\))
Oferta (\(Q_o\))
Demanda (\(Q_d\))
Excesso
$50
20
72.22
-52.22 (escassez)
$80
35
55.56
-20.56 (escassez)
$99.47
44.735
44.735
0 (equilíbrio)
$120
55
33.33
+21.67 (excesso)
$150
70
16.67
+53.33 (excesso)
Implementação em R
Código
# Carregar bibliotecas necessáriassuppressPackageStartupMessages({library(ggplot2)library(dplyr)library(tidyr)library(scales)})# 1. Definir parâmetros e funçõespreco_min_oferta <-10preco_max_demanda <-180# Função de oferta: Q = P/2 - 5oferta <-function(preco) { q <- preco/2-5# Garantir que Q esteja no domínio válidopmax(pmin(q, 100), 0)}# Função de demanda: P = 180 - 1.8Qdemanda <-function(quantidade) { p <-180-1.8* quantidade# Garantir que P seja não-negativopmax(p, 0)}# Função inversa da demanda: Q = (180 - P)/1.8demanda_inversa <-function(preco) { q <- (180- preco) /1.8pmax(q, 0)}# 2. Calcular equilíbrio# Encontrar P* e Q* numericamenteprecos <-seq(10, 180, by =0.01)diferencas <-oferta(precos) -demanda_inversa(precos)indice_equilibrio <-which.min(abs(diferencas))preco_equilibrio <- precos[indice_equilibrio]quantidade_equilibrio <-oferta(preco_equilibrio)# cat("Preço de equilíbrio (P*):", round(preco_equilibrio, 2), "\n")# cat("Quantidade de equilíbrio (Q*):", round(quantidade_equilibrio, 3), "\n")# 3. Criar dados para visualizaçãodados_grafico <- tibble::tibble(preco =seq(0, 180, by =1)) |> dplyr::mutate(oferta =oferta(preco),demanda =demanda_inversa(preco) ) |> tidyr::pivot_longer(cols =c(oferta, demanda),names_to ="tipo",values_to ="quantidade" )# 4. Visualizar equilíbriografico_equilibrio <- ggplot2::ggplot(dados_grafico, ggplot2::aes(x = quantidade, y = preco, color = tipo)) + ggplot2::geom_line(linewidth =1.2) + ggplot2::geom_point(data = tibble::tibble(quantidade = quantidade_equilibrio,preco = preco_equilibrio,tipo ="Equilíbrio" ), ggplot2::aes(x = quantidade, y = preco),color ="red",size =4,shape =17 ) + ggplot2::geom_hline(yintercept = preco_equilibrio, linetype ="dashed", color ="gray50") + ggplot2::geom_vline(xintercept = quantidade_equilibrio, linetype ="dashed", color ="gray50") + ggplot2::annotate("text", x = quantidade_equilibrio +10, y = preco_equilibrio +10,label =paste("E* (", round(quantidade_equilibrio, 1), ", ", round(preco_equilibrio, 1), ")", sep =""),color ="red", fontface ="bold" ) + ggplot2::scale_color_manual(values =c(oferta ="blue", demanda ="darkgreen", "Equilíbrio"="red"),labels =c(oferta ="Oferta (Q = P/2 - 5)", demanda ="Demanda (P = 180 - 1.8Q)") ) + ggplot2::labs(title ="Equilíbrio de Mercado - Soja (Brasil × EUA)",subtitle ="Oferta brasileira e demanda norte-americana",x ="Quantidade (milhões de toneladas)",y ="Preço ($/tonelada)",color ="Função" ) + ggplot2::scale_x_continuous(limits =c(0, 100),labels = scales::comma ) + ggplot2::scale_y_continuous(limits =c(0, 200),labels = scales::dollar ) + ggplot2::theme_minimal() + ggplot2::theme(plot.title = ggplot2::element_text(size =14, face ="bold"),plot.subtitle = ggplot2::element_text(size =12),axis.title = ggplot2::element_text(size =11),legend.position ="bottom" )# Exibir gráficoprint(grafico_equilibrio)
Resumo do Problema
Solução encontrada:
Preço de equilíbrio:\(P^* = \$99.47\) por tonelada
Quantidade de equilíbrio:\(Q^* = 44.735\) milhões de toneladas
O equilíbrio ocorre dentro das restrições especificadas (\(5 ≤ Q ≤ 100\)), indicando uma solução válida para o mercado internacional de soja entre Brasil e Estados Unidos.
Tip 24.2: Curva de Contratos Simbólica
Determine a equação da curva de contrato e esboce seu gráfico considerando as seguintes funções:
A equação \(x_2^A = \frac{\omega_2}{\omega_1} \cdot x_1^A\) representa uma reta que passa pela origem com inclinação \(\frac{\omega_2}{\omega_1}\).
Isso significa que, quando ambos os indivíduos têm preferências idênticas (mesmos parâmetros \(\alpha\) e \(\beta\)), a curva de contrato coincide com a diagonal da caixa de Edgeworth.
Neste caso, qualquer alocação eficiente mantém a mesma proporção entre os bens para ambos os indivíduos, refletindo que eles valorizam os bens de forma idêntica.
Por fim, aplique a lei de Walras para saber se os preços conseguem levar a economia ao equilíbrio.
1. Introdução ao Tópico
Este problema aborda a análise de equilíbrio geral em uma economia de troca pura com dois consumidores e dois bens. O objetivo é determinar as demandas individuais, calcular os excessos de demanda agregada e verificar se os preços dados levam a economia ao equilíbrio através da Lei de Walras.
Objetivos de aprendizagem:
Compreender a derivação de demandas a partir de funções de utilidade
Calcular demandas brutas e líquidas
Analisar excessos de demanda agregada
Aplicar a Lei de Walras para verificar equilíbrio
2. Função Demanda Marshalliana
2.1 Conceito e Definição
A função demanda Marshalliana (ou demanda bruta) representa a quantidade ótima que um consumidor deseja adquirir de cada bem, dados os preços de mercado e sua renda. Matematicamente, é a solução do problema de maximização da utilidade sujeita à restrição orçamentária:
\[\max_{x_1, x_2} U(x_1, x_2)\]
Sujeito a: \[p_1 x_1 + p_2 x_2 = m\]
onde:
\(p_1, p_2\) são os preços dos bens
\(m\) é a renda do consumidor
\(x_1, x_2\) são as quantidades demandadas
2.2 Derivação da Função Demanda Marshallana via Lagrange
Para resolver o problema de maximização da utilidade sujeito à restrição orçamentária, utilizamos o método de Lagrange. Este método transforma um problema com restrição em um problema de otimização sem restrições.
2.2.1 Configuração do Problema de Lagrange
O problema original é: \[\max_{x_1, x_2} U(x_1, x_2) = x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2}\]
Sujeito à restrição orçamentária: \[g(x_1, x_2) = p_1 x_1 + p_2 x_2 - m = 0\]
O Lagrangiano é construído como: \[\mathcal{L}(x_1, x_2, \lambda) = x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2} + \lambda(m - p_1 x_1 - p_2 x_2)\]
onde \(\lambda\) é o multiplicador de Lagrange, que representa o valor marginal da renda.
2.2.2 Condições de Primeira Ordem (CPO)
As condições de primeira ordem são obtidas derivando o Lagrangiano em relação a cada variável:
Derivada parcial em relação a \(x_1\):\[\frac{\partial \mathcal{L}}{\partial x_1} = \alpha_1 x_1^{\alpha_1-1} x_2^{\alpha_2} - \lambda p_1 = 0\]
Derivada parcial em relação a \(x_2\):\[\frac{\partial \mathcal{L}}{\partial x_2} = \alpha_2 x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2-1} - \lambda p_2 = 0\]
Derivada parcial em relação a \(\lambda\):\[\frac{\partial \mathcal{L}}{\partial \lambda} = m - p_1 x_1 - p_2 x_2 = 0\]
2.2.3 Resolução do Sistema
Das duas primeiras condições, podemos isolar \(\lambda\):
Da CPO para \(x_1\): \[\lambda = \frac{\alpha_1 x_1^{\alpha_1-1} x_2^{\alpha_2}}{p_1}\]
Da CPO para \(x_2\): \[\lambda = \frac{\alpha_2 x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2-1}}{p_2}\]
Igualando as duas expressões para \(\lambda\): \[\frac{\alpha_1 x_1^{\alpha_1-1} x_2^{\alpha_2}}{p_1} = \frac{\alpha_2 x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2-1}}{p_2}\]
Simplificando a expressão: \[\frac{\alpha_1}{p_1} \cdot \frac{x_2}{x_1} = \frac{\alpha_2}{p_2}\]
Isolando a relação \(x_2/x_1\): \[\frac{x_2}{x_1} = \frac{\alpha_2 p_1}{\alpha_1 p_2}\]
Esta é a taxa marginal de substituição (TMS) igualada à relação de preços, uma condição fundamental de otimização.
2.2.4 Encontrando as Demandas Ótimas
Da relação acima, expressamos \(x_2\) em função de \(x_1\): \[x_2 = \frac{\alpha_2 p_1}{\alpha_1 p_2} \cdot x_1\]
Resolvendo para \(x_1\): \[x_1 = \frac{\alpha_1}{\alpha_1 + \alpha_2} \cdot \frac{m}{p_1}\]
Por simetria, para \(x_2\): \[x_2 = \frac{\alpha_2}{\alpha_1 + \alpha_2} \cdot \frac{m}{p_2}\]
2.2.5 Função Demanda Marshallana para Cobb-Douglas
Portanto, para uma função de utilidade Cobb-Douglas da forma \(U(x_1, x_2) = x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2}\), a função demanda Marshallana tem a forma analítica fechada:
\[x_i(p_1, p_2, m) = \frac{\alpha_i}{\alpha_1 + \alpha_2} \cdot \frac{m}{p_i}\]
Interpretação econômica do resultado:
A fração \(\frac{\alpha_i}{\alpha_1 + \alpha_2}\) representa a proporção da renda alocada ao bem \(i\)
Para Cobb-Douglas, esta fração é constante — não depende de preços ou renda
A demanda é homogênea de grau zero em preços e renda
A elasticidade-preço da demanda é igual a -1 (elasticidade unitária)
A Lei de Walras estabelece que em uma economia com \(n\) bens:
\[\sum_{i=1}^{n} p_i Z_i = 0\]
Esta lei é uma consequência direto da hipótese de que os consumidores respeitam suas restrições orçamentárias. Se \(n-1\) mercados estão em equilíbrio (\(Z_i = 0\) para \(i = 1, ..., n-1\)), então o \(n\)-ésimo mercado também estará em equilíbrio.
Interpretação: * Bem 1: Excesso de oferta de 5.0 unidades (mercado não está em equilíbrio) * Bem 2: Excesso de demanda de 10.0 unidades (mercado não está em equilíbrio)
A Lei de Walras é satisfeita, mas os mercados individuais não estão em equilíbrio. Os preços \(p_1 = 2\), \(p_2 = 1\)não levam a economia ao equilíbrio geral.
4.6 Análise do Desequilíbrio
Com os preços \(p_1 = 2\), \(p_2 = 1\), a economia apresenta as seguintes características:
Excesso de oferta do bem 1: os consumidores desejam apenas 10.0 unidades, mas existem 15 unidades disponíveis
Excesso de demanda do bem 2: os consumidores desejam 20.0 unidades, mas existem apenas 10 unidades disponíveis
Necessidade de ajuste de preços: Para alcançar o equilíbrio, o preço do bem 1 deveria diminuir (estimular demanda) e/ou o preço do bem 2 deveria aumentar (reduzir demanda).
5. Análise Econômica
5.1 Interpretação dos Resultados
Demandas Brutas:
Consumidor A: demanda \((x_1^A, x_2^A) = (6.25, 12.5)\) - mais do bem 2 (relativamente mais barato)
Consumidor B: demanda \((x_1^B, x_2^B) = (3.75, 7.5)\) - também mais do bem 2
O padrão reflete a resposta racional aos preços relativos: \(p_2/p_1 = 1/2 = 0.5\)
Demandas Líquidas:
Consumidor A: \(z_1^A = -3.75\), \(z_2^A = 7.5\) - vendedor líquido do bem 1, comprador líquido do bem 2
Consumidor B: \(z_1^B = -1.25\), \(z_2^B = 2.5\) - também vendedor líquido do bem 1, comprador líquido do bem 2
Ambos os consumidores desejam realizar trocas na mesma direção
Excesso de Demanda Agregada:
\(Z_1 = -5.0\): excesso de oferta do bem 1 (preço muito alto)
\(Z_2 = 10.0\): excesso de demanda do bem 2 (preço muito baixo)
Mercados desequilibrados indicam que os preços não são de equilíbrio
5.2 Verificação da Lei de Walras
A Lei de Walras é satisfeita: \[p_1 Z_1 + p_2 Z_2 = 2 \times (-5.0) + 1 \times 10.0 = -10.0 + 10.0 = 0\]
Interpretação importante: A Lei de Walras sendo satisfeita não garante equilíbrio individual dos mercados. Ela apenas garante consistência agregada.
5.3 Análise do Desequilíbrio e Ajuste de Preços
Diagnóstico do problema:
Preço relativo distorcido: Com \(p_1 = 2\) e \(p_2 = 1\), o bem 2 é relativamente barato (\(p_2/p_1 = 0.5\))
Resposta excessiva: Os consumidores demandam muito mais do bem 2 do que está disponível
Inviabilidade da alocação: Demanda total do bem 1 (10.0) < oferta total (15); Demanda total do bem 2 (20.0) > oferta total (10)
Mecanismo de ajuste de preços:
Bem 1: Preço deve diminuir para estimular demanda (atualmente \(p_1\) muito alto)
Bem 2: Preço deve aumentar para reduzir demanda (atualmente \(p_2\) muito baixo)
Direção do ajuste:\(p_1 \downarrow\) e/ou \(p_2 \uparrow\) até que \(Z_1 = Z_2 = 0\)
Tip 24.6: Partindo das utitilidades e dotações, encontrar preços de equilíbrio
Considere dois consumidores com as seguintes funções de utilidade:
Quais preços que levam essa economia ao equilíbrio?
1. Introdução ao Tópico
Este problema aborda a determinação de preços de equilíbrio geral em uma economia de troca pura com dois consumidores e dois bens. O objetivo é encontrar os preços relativos que igualam a demanda agregada à oferta agregada em todos os mercados, garantindo uma alocação eficiente dos recursos.
Objetivos de aprendizagem:
Compreender a derivação de demandas a partir de funções de utilidade Cobb-Douglas
Calcular excessos de demanda agregada como função dos preços
Determinar preços de equilíbrio através da condição \(Z_i = 0\)
Aplicar a Lei de Walras para verificar a consistência do equilíbrio
Interpretar economicamente as alocações de equilíbrio
2. Desenvolvimento Teórico
2.1 Equilíbrio Geral em Economias de Troca Pura
Em uma economia de troca pura com dois bens e dois consumidores, o equilíbrio geral é caracterizado por:
Otimização individual: Cada consumidor maximiza sua utilidade sujeita à restrição orçamentária
Equilíbrio de mercado: A demanda agregada iguala a oferta agregada em todos os mercados
Consistência orçamentária: A Lei de Walras é satisfeita
Matematicamente, o equilíbrio é um vetor de preços \((p_1^*, p_2^*)\) tal que:
\[Z_i(p_1^*, p_2^*) = 0 \quad \forall i \in \{1, 2\}\]
onde \(Z_i\) é o excesso de demanda agregada do bem \(i\).
2.2 Funções de Demanda Cobb-Douglas
Para uma função de utilidade Cobb-Douglas \(U(x_1, x_2) = x_1^{\alpha_1} x_2^{\alpha_2}\), a função demanda Marshallana tem forma analítica fechada:
\[x_i(p_1, p_2, m) = \frac{\alpha_i}{\alpha_1 + \alpha_2} \cdot \frac{m}{p_i}\]
onde \(m = p_1 \omega_1 + p_2 \omega_2\) é a renda do consumidor (valor da dotação inicial).
Propriedades importantes:
Homogeneidade de grau zero:\(x_i(\lambda p_1, \lambda p_2, \lambda m) = x_i(p_1, p_2, m)\)
Fração orçamentária constante:\(\frac{\alpha_i}{\alpha_1 + \alpha_2}\) da renda é alocada ao bem \(i\)
Elasticidade-preço unitária: A demanda responde proporcionalmente a mudanças nos preços
2.3 Excesso de Demanda Agregada e Lei de Walras
O excesso de demanda agregada para cada bem é:
\[Z_i = \sum_{j} (x_i^j - \omega_i^j)\]
A Lei de Walras estabelece que:
\[\sum_{i=1}^{n} p_i Z_i = 0\]
Esta lei implica que se \(n-1\) mercados estão em equilíbrio, o \(n\)-ésimo mercado também estará em equilíbrio.
onde \(m = p_x \omega_x + p_y \omega_y\) é a renda do consumidor.
Propriedade importante: A constante \(A\) não afeta as demandas Marshallianas, apenas os expoentes \(\alpha\) e \(\beta\) importam para as escolhas ótimas.
1.3 Condição de Equilíbrio
No equilíbrio competitivo, o excesso de demanda agregada deve ser zero para todos os bens:
Pela Lei de Walras, se \(n-1\) mercados estão em equilíbrio, o \(n\)-ésimo mercado também estará. Portanto, basta encontrar o preço que zera o excesso de demanda de um dos bens.
Este resultado reflete a forte preferência do consumidor B pelo bem \(y\) (90% de sua renda destinada a \(y\)), o que torna o bem \(y\) relativamente escasso e mais caro.
4.2 Padrão de Troca
Consumidor A:
Dotação inicial: \((10, 2.5)\)
Alocação de equilíbrio: \((9, 2.7)\)
Demanda líquida: \((-1, 0.2)\)
Padrão: Vende 1 unidade de \(x\) e compra 0.2 unidades de \(y\)
Consumidor B:
Dotação inicial: \((10, 20)\)
Alocação de equilíbrio: \((11, 19.8)\)
Demanda líquida: \((1, -0.2)\)
Padrão: Compra 1 unidade de \(x\) e vende 0.2 unidades de \(y\)
Interpretação: As trocas são relativamente pequenas porque o preço alto de \(y\) já reflete sua escassez relativa. B tem preferência intensa por \(y\), mas o preço de equilíbrio limita sua demanda.
4.3 Frações Orçamentárias e Preferências
Consumidor A:
Aloca 40% da renda para \(x\) e 60% para \(y\)
Prefere relativamente mais o bem \(y\) (\(\beta_A = 0.3 > \alpha_A = 0.2\))
Consumidor B:
Aloca 10% da renda para \(x\) e 90% para \(y\)
Preferência extremamente forte pelo bem \(y\) (\(\beta_B = 4.5 \gg \alpha_B = 0.5\))
4.4 Eficiência de Pareto
A alocação de equilíbrio é Pareto-eficiente. As taxas marginais de substituição são iguais para ambos os consumidores:
Resposta: O preço do bem \(y\) no equilíbrio competitivo é \(p_y^* = 5\) unidades monetárias.
Com \(p_x = 1\) (fixado) e \(p_y = 5\) (determinado), o preço relativo é \(\frac{p_x}{p_y} = 0.2\), refletindo a forte preferência do consumidor B pelo bem \(y\).
Alocação de equilíbrio:
Consumidor A: \((x^A, y^A) = (9, 2.7)\)
Consumidor B: \((x^B, y^B) = (11, 19.8)\)
Verificação: Ambos os mercados estão em equilíbrio com excesso de demanda zero.
Referências
BAIDYA, T. K. N.; AIUBE, F. A. L.; MENDES, M. R. DA C. Fundamentos de microeconomia. [s.l.] Interciência, 2014.