1 Inovação e teoria econômica

1.1 Tigre (2014) – caps 1 e 2

1.1.1 Capítulo 1 – Teorias Econômicas Clássicas da Tecnologia

  • mundo pré-revolução industrial
  • nascimento da revolução industrial, aumentos de produtividade devido inovações

Automação da indústria têxtil

'Young Farmers' by August Sander - 1914

Figura 1.1: ‘Young Farmers’ by August Sander - 1914

  • August Sander, German, 1876–1964

  • book Face of our Time (German: Antlitz der Zeit) was published in 1929

  • Simples camponeses estavam vestidos como senhores da alta sociedade alemã. As novas roupas, baratas e elegantes, foram fruto dos novos métodos produtivos.

O Desenvolvimento da máquina a vapor

A tecnologia e o capitalismo

A tecnologia no pensamento econômico clássico

Adam Smith

David Ricardo

Resumo

  • As grandes mudanças tecnológicas são acompanhadas de transformações econômicas, sociais e institucionais, pois a tecnologia não se difunde no vácuo, necessitando de regimes jurídicos, motivação econômica e condições político-institucionais adequadas para se desenvolver. O processo de acumulação primitiva de capital, associado às revoluções burguesas europeias a partir do século XVI criou as condições necessárias para as inovações técnicas que deram origem à manufatura.

  • Do ponto de vista tecnológico, a Revolução Industrial se caracteriza pela substituição da habilidade e do esforço humano pelas máquinas, pela introdução de novas fontes inanimadas de energia e pelo uso de matérias-primas novas e muito mais abundantes, sobretudo a substituição de substâncias vegetais ou animais por minerais. Além dessas inovações técnicas, ocorreram importantes inovações organizacionais, a exemplo da divisão do trabalho. Cabe lembrar que as inovações desta época não eram ainda produtos da ciência, mas sim de observações, especulações e experimentação prática.

  • Adam Smith e David Ricardo foram pioneiros na análise das causas e consequências da automação da manufatura, tendo em vista suas preocupações em identificar a origem da riqueza das nações e seus impactos sobre renda e trabalho. A identificação da tecnologia como fator de dinamismo econômico contrasta com o pensamento dos fisiocratas que sustentavam que somente a terra ou a natureza seria capaz de produzir algo novo. As demais atividades, como a indústria e o comércio, não fariam mais do que transformar os produtos da terra.

1.1.2 Capítulo 2 – A Tecnologia nas Visões Marxista e Neoclássica

  • Lembrete
    • Primeira Revolução Industrial: de 1760 até meados de 1850;
    • Segunda Revolução Industrial: entre 1850 e meados de 1945;

→ Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve início na Inglaterra e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos. Fonte.

→ A Segunda Revolução Industrial iniciou-se na segunda metade do século XIX (c. 1850 - 1870), e terminou durante a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), envolvendo uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos essenciais nesse período incluem a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião, as primeiras técnicas de automação e produção em massa de bens de consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração mecânica e outras técnicas de preservação e a invenção do telefone eletromagnético. Fonte.

As inovações da segunda revolução industrial

Transportes ferroviários e marítimos

Indústria têxtil

Ferro e aço

O panorama institucional

Marx e o papel da tecnologia na dinâmica econômica

A visão neoclássica sobre a firma e a tecnologia

Tecnologia e concentração de capital

Equilíbrio e dinâmica tecnológica

Diferenciação de produtos e processos

Tecnologia endógena e exógena

Ottoz e Cugno (2008)

Premarin, an estrogen medication, is particularly illustrative. This pharmaceutical 
has been on the market since 1942, and the drug is still actively marketed and sold 
today. Long after patent expiration,no generic competitor has been cleared by the US 
FDA. The process used to extract the active ingredient in Premarin is protected by 
trade secret,even though the chemical makeup of the ingredient is commonly known and 
the relevant patents have expired.

Premarin® (estrogênios conjugados naturais) creme ginecológico que é uma mistura do hormônio sexual feminino chamado estrogênio obtido de fontes exclusivamente naturais (urina de éguas prenhes), importante no desenvolvimento e manutenção do sistema reprodutor feminino. Fonte

Resumo

1.2 Schumpeter (2017)

1.2.1 Capítulo 7 – O processo de destruição criadora

  • teóricos apontavam que empresas maiores resultariam no fim da concorrência e no processo de enriquecimento das elites sem retornos para a sociedade. Contudo, não existe estatísticas que sustentam tal pensamento, devido a melhora do padrão de vida das massas mesmo diante das grandes empresas do início do século XX.

  • para Schumpeter as grandes empresas contribuíram mais para o bem-estar social que reduziu o mesmo.

  • o ponto essencial que se deve ter em conta é que, ao tratar do capitalismo, tratamos também de um processo evolutivo.

  • o impulso fundamental que põe e mantém em funcionamento a máquina capitalista procede dos novos bens de consumo, dos novos métodos de produção ou transporte, dos novos mercados e das novas formas de organização industrial criadas pela empresa capitalista.

  • o processo de destruição criadora é básico para se entender o capitalismo

    • ex.: agricultura de 1760 a 1940 sofreu transformações: racionalização da rotação de cultura, mecanização, é uma história de revoluções.
    • ferro, aço, forno de carvão vegetal, eletricidade, meios de transporte (avião), são exemplos de mutação industrial
  • é dele que se constitui o capitalismo e a ele deve se adaptar toda a empresa capitalista para sobreviver.

  • para entender tal processo deve-se:

    • estudar uma série histórica
    • é necessário estudar cada caso particularmente, sem conclusões gerais
  • o problema usualmente estudado é o da maneira como o capitalismo administra a estrutura existente, ao passo que o problema crucial é saber como ele as cria e destrói.

  • os capitalistas não desejam brigar por preços, mas sim por novas mercadorias, novas técnicas, novas fontes de suprimento, novo tipo de organização.

    • objetivo é aniquilar qualquer possibilidade de sobrevivência dos concorrentes

1.3 Nelson (2005)

1.3.1 Capítulo 3 – As fontes do crescimento econômico

Acessar: https://bit.ly/EcoTec_Nelson_2005

  • Teoria do desenvolvimento econômico - 1911.
    • foco no empresário
  • Capitalismo, socialismo e democracia - 1942.
    • foco nos grandes oligopólios

Ambos os livros estão alinhados com as incertezas dos processos de inovação.

Concorrência schumpeteriana.

1.4 Tigre (2014) – caps 3 e 4

Revisão da aula anterior, capítulos 3 e 4.

1.4.1 Capítulo 3 – A Era Fordista e a Concorrência Oligopolista

Ver destaques e anotações no pdf.

  • concentração econômica
  • oligopólio como regra
  • capitalismo prietário abre caminho para o capitalismo gerencial
  • retornos crescentes de escala
  • Alfred Chandler – história das grandes corporações
    • transportes e comunicações
    • eletricidade
    • o motor a combustão e a indústria do petroleo
    • administração científica
  • Edith Penrose – O crescimento da firma
    • conhecimento tácito, abrir a caixa-preta
    • a firma é uma coleção de recursos

1.4.2 Capítulo 4 – A Revolução Informacional e as Novas Teorias da Firma e da Tecnologia

  • bits vs átomos – Hidalgo (2015)
  • TIC
  • Biotecnologia
  • Nanotecnologia

Novas teorias econômicas da firma e tecnologia

  • Teorias neoschumpeterianas
    • a ser estudado com detalhes no próximo tópico
  • Inovação e estrutura industrial
    • modelo Estrutura, Conduta e Desempenho (E-C-D).
    • abordagem estruturalista do mercado
    • as características da estrutura do mercado têm predominância e antecedência sobre as condutas empresariais e sobre o resultante desempenho dos mercados. Entre os elementos estruturais, destacam-se: concentração do mercado, substituibilidade de produtos e as condições de entrada de novos concorrentes (Silva, 2010, cap. 2).
    • pioneiros:
      • Joe S. Bain (1956) Barriers to New Competition,
      • Paolo Sylos-Labini (1956) Oligopólio e Progresso Técnico

Ciclos econômicos de longo prazo

Texto original: Freeman e Soete (2008)

Quadro 1.2 -- As ondas sucessivas de progresso técnico

Figura 1.2: Quadro 1.2 – As ondas sucessivas de progresso técnico

Visões neoinstitucionalistas da tecnologia

  • A visão institucionalista da tecnologia vem sendo revigorada pelo conceito de Sistema Nacional de Inovações, seguindo uma linha de abordagem iniciada por Freeman (1987), Nelson (1987) e Lundvall (1988). O principal foco de análise é a interação entre os atores econômicos, sociais e políticos que fortalecem capacitações e favorecem a difusão de inovações em um determinado país. Tal interação permite produzir melhores resultados analíticos.

1.5 Freeman e Soete (2008)

  • Leitura necessária para compreender os ciclos de inovações tecnológicas e seu papel na sociedade.

Acessar: https://bit.ly/EcoTec_Freeman_2008

1.6 Albuquerque (2021)

  • texto atual e resumido sobre ondas tecnológicas

1.7 Cipolla (2006)

A inovação da teoria de Marx.

  • texto útil para aprofundar na relação inovação e Marx.

1.8 Higachi (2006)

A abordagem neoclássica do professo técnico.

  • texto útil para aprofundar na relação inovação teoria neoclássica.

Referências

___. Revoluções tecnológicas e general purpose technologies: mudança técnica, dinâmica e transformações do capitalismo. In: RAPINI, M. S. et al. (Eds.). Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos e a economia global. 2. ed. [s.l.] Cedeplar - UFMG, 2021. p. 53–83.
CIPOLLA, F. P. A inovação na teoria de marx. In: PELAEZ, VICTOR AND SZMRECSÁNYI, TAMÁS (Ed.). Economia da inovação tecnológica. [s.l.] Editora Hucitec, 2006. p. 41–66.
FREEMAN, C.; SOETE, L. A economia da inovação industrial. [s.l.] Editora da UNICAMP, 2008.
HIDALGO, C. Why information grows: The evolution of order, from atoms to economies. [s.l.] Basic Books, 2015.
HIGACHI, H. A abordagem neoclássica do progresso técnico. In: PELAEZ, VICTOR AND SZMRECSÁNYI, TAMÁS (Ed.). Economia da inovação tecnológica. [s.l.] Editora Hucitec, 2006. p. 67–86.
NELSON, R. R. As fontes do crescimento econômico. [s.l.] Unicamp, 2005.
OTTOZ, E.; CUGNO, F. Patent-Secret Mix in Complex Product Firms. American Law and Economics Review, v. 10, n. 1, p. 142–158, abr. 2008.
SCHUMPETER, J. A. Capitalismo, socialismo e democracia. [s.l.] SciELO-Editora UNESP, 2017.
SILVA, A. L. G. DA. Concorrência sob condições oligopolísticas. Contribuição das análises centradas no grau de atomização/concentração dos mercados. [s.l.] Unicamp. IE: Campinas, 2010.
TIGRE, P. Gestão da inovação: uma abordagem estratégica, organizacional e de gestão de conhecimento. [s.l.] Elsevier Brasil, 2014.